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Extraído do site da AJURIS, aqui.
Veículo: Correio do Povo / Geral / Página: 10 / Data: 07.07.06
Agredir mulher é crime e pode levar o culpado à cadeia.
Projeto de lei que torna mais rigorosa a punição contra os agressores e que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher aguarda a sanção do presidente Lula.
O projeto, encaminhado pelo Executivo ao Congresso e que foi aprovado na terça-feira no Senado, prevê penas mais rigorosas e proíbe a aplicação de penas pecuniárias, como pagamento de cestas básicas e multas, para os agressores.
O juiz poderá determinar o afastamento do agressor do lar.
A proposta aprovada no Senado estabelece ainda a criação de juizados especiais destinados à análise de casos de violência contra a mulher.
A realidade de muitas ações que julguei, de brigas familiares, lembrou-me uma fábula fabulosa do Millor Fernandes, de 29/08/90, (O Preço do Pão - À maneira do... Iraque), que li há muitos anos na Veja e que pode ser encontrada no site do autor, aqui:
“A pobre mulher, cercada pelos 18 filhos, se atirou aos pés do Supremo Juiz que, sumariamente, tinha condenado seu marido a 101 anos e 10 dias de prisão.
— Meu senhor supremíssimo, perdoe o meu marido, cunhado do meu irmão, pai dos meus filhos, genro de meu pai. Precisamos dele. Liberte-o, pelo amor de Maomé!
— Pare com essas lágrimas! Já me esqueci: por que seu marido foi condenado?
— Porque há uma semana ele roubou um pão.
— Grave, grave! Pelo menos é um bom marido?
— Não, digna sumaríssima entidade, não: joga, bebe demais, tem amantes, bate nas crianças, me sevicia.
— Mas, então, por que você deseja tanto que ele seja solto?
— Ah, Juizíssimo, porque há uns três dias não comemos nem pão.
MORAL: O SOFRIMENTO TAMBÉM TEM HIERARQUIA”.